Estrela de `Tropa de Elite 2´, Tainá Müller revela sua versatilidade

A continuação de um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro vai ganhar uma nova musa. Seu nome? Tainá Müller. Sua idade? 27 anos. Sua profissão? Várias!

Atualmente mergulhada nas filmagens de “Tropa de Elite 2”, a gaúcha foi revelada às telonas em 2007, no filme “Cão Sem Dono”, de Beto Brant. Antes disso, já havia concluído a faculdade de comunicação e se embrenhado no mundo da moda. Depois disso, fez novelas, voltou ao cinema e decidiu apostar em novas frentes.

Uma delas é o resgate de seu lado jornalista, que poderá ser visto em breve no programa da Band “A Liga”. Outra é o entusiasmo pela escrita, que deve se transformar em um livro de poesia de sua autoria ainda neste ano.

Com exclusividade para o eBand, a versátil Tainá Müller falou sobre sua paixão pelo cinema, seus planos profissionais e até revelou um segredo básico de beleza.

Como você foi parar em “Tropa de Elite 2”?
O diretor Zé Padilha, que já tinha me visto no "Cão sem Dono", convidou para os testes com a preparadora Fátima Toledo. Teve uma primeira triagem e, na sequência, uma espécie de "oficina-teste" com outros atores, até me confirmarem para o projeto.

Você pode contar sobre sua personagem?
Por enquanto, só posso falar que é uma jornalista e que se chama Clara.

E como está o clima das filmagens?
Além de muito competente, o Padilha é um diretor tranquilo e generoso. Logo, o set tem um clima muito bom. A equipe foi toda muito bem escolhida, uma galera que gosta do que faz, super profissional. Isso se estende aos meus colegas de elenco e à Fátima. Fiz muitos amigos durante as filmagens.

Além do “Tropa”, você também foi vista recentemente em “Plastic City”. Como foi trabalhar nessa co-produção Brasil-Japão?
Uma grande experiência. Quando vou fazer outro filme com essa configuração? O diretor Yu-Likwai foi fotógrafo do Wong Kar-Wai [de “Um Beijo Roubado”], que está entre os maiores diretores da atualidade. Com o Odagiri Joe, ator japonês com quem contracenei, conheci um pouco sobre o jeito "asiático" de atuar. A troca proporcionada pela diferença cultural foi muito rica para todos. Fora que o filme concorreu ao Leão de Ouro, o que nos levou ao Festival de Veneza, algo inédito para mim.

Essa experiência não te incentivou a cogitar uma carreira internacional, como a Alice Braga?
Conheci a Alice justamente no Festival de Veneza e ficamos amigas. Admiro essa guria pra caramba, pois sei o quanto é corajosa, batalhadora e merecedora do reconhecimento internacional que tem. Quanto a mim, quero construir algo aqui antes de qualquer coisa. Acredito na máxima do Tolstói: "fale de sua aldeia e estará falando do mundo". O cinema hoje está globalizado. Não importa onde você faz o filme, o importante é que seja bom e universal.

E novela? Após “Revelação” (SBT) e “Eterna Magia” (Globo) há chances de te revermos nas telinhas?
Claro, no que depender de mim (risos). Mas, neste ano, acho que vai ficar mais no cinema mesmo.

E a vida de jornalista?
Vou estrear este ano as minhas participações no programa "A Liga", da Band. É uma nova proposta de jornalismo produzida pela "4 Cabezas", que foi muito bem sucedida e premiada em outros países. Gravei quatro programas antes de ir para o Rio me dedicar ao “Tropa”.

Apesar da correria da vida de atriz e repórter, a vida de modelo segue?
Ela morreu há mais de dois anos (risos). Na verdade, foi bem intensa, porém curta. Optei largar porque não tinha nada a ver comigo. Gostava de fotografar como forma de expressão, mas não me identificava com o "em torno" da coisa. Mas não acho que ser modelo é algo menor do que ser atriz ou jornalista. A Gisele é gênia no que faz, por exemplo. Mas é preciso gostar, e eu só gostava da possibilidade de viajar para lugares que nunca pensei conhecer. Morei na Ásia e na Europa em função dessa carreira e isso mudou minha forma de pensar o mundo.

Como ex-modelo e atriz, que sempre está de olho na forma, quais são teus segredos de beleza?

Olha, você me pegou no momento menos vaidoso de toda minha vida. Para o "Tropa", entrei em um processo de desapego total do espelho. Nem foi algo que me exigiram, mas entrei na onda. Simplesmente descobri que a Clara não se preocupa com isso. Descuidei do peso, das unhas, parei de malhar, fiquei totalmente "nem aí". A única coisa que nunca abro mão é do protetor solar. Não importa a situação, não vou à esquina sem.

E o que mais falta na sua vida profissional?
Falta escrever mais, levar isso mais a sério. Se tem algo que gosto de fazer tanto quanto atuar, é escrever. Neste ano, vou publicar meu primeiro livro de poemas, "São Paulo: tempo agora", pela editora Ficções. Também estou desenvolvendo o argumento de um longa. Sou muito geminiana, não consigo me ver fazendo uma coisa só na vida. Tenho certeza que quero continuar sendo atriz, mas só vou me sentir completa quando realizar também projetos autorais.

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