Samuel Rosa: Já fui criticado e gosto de criticar

Músico comemora longevidade do Skank e o fato de poder arriscar mais

O Skank desembarca com a sua turnê Velocia no Tom Brasil, em São Paulo, no próximo domingo, dia 4, e promete agradar ao público paulista com os novos sucessos, além dos velhos hits que marcaram a história da banda.

Em entrevista ao Portal da Band, Samuel Rosa afirmou que a vantagem é que o grupo mineiro agora não precisa mais mostrar ao que veio e pode fazer as suas próprias escolhas.

"A banda está mais criteriosa, colhe os frutos daquilo que ela construiu lá atrás. Tem uma imagem respaldada, consolidada no Brasil e no exterior. Isso reflete na nossa postura no palco e na lida com a carreira. Agora, somos uma banda mais tranquila, centrada e amadurecida, mas que tem a mesma essência, e com princípios e valores muito parecidos desde o início", analisou.

Para o líder do Skank, a longevidade da banda está em uma metamorfose constante: "Sempre procuramos acrescentar algo novo a cada ano. Esse é o segredo para durar 23 anos, o que não é muito comum. Fazemos cada disco como se fosse o primeiro, descontruindo tudo o foi feito para melhorar".

Atualmente, o músico, que sempre se preocupou em fazer o Skank vingar no cenário nacional e mundial, diz que vive um momento de desprendimento, em que não pensar apenas em produzir discos de dois em dois anos.

"Tenho uma liberdade maior, quero tabelar com outros meios. Recentemente, fizemos a trilha do grupo Corpo, foi um diálogo com outra expressão artística. Gravei um DVD e CD com o Lô Borges, que vou lançar em breve. Quero escapar do regime de total dedicação ao Skank. Já temos uma carreira consolidada, podemos fazer outras coisas", analisou.

Enquanto mostra motivação e otimismo para novos projetos, Samuel Rosa não tem uma avaliação muito positiva do momento da música no Brasil no geral.

"É um momento curioso, temos boas produções. No entanto, de uma maneira geral, a música brasileira está cafona, bem ruim e esculhambada. As letras são bens ruins. Não estou falando que as letras do Skank são um primor, mas eu sempre procurei trabalhar com bons letristas como Chico Amaral e Nando Reis, por exemplo, pois sempre queria falar para um público com certa qualidade", argumentou.

O cantor ainda afirmou que não tem medo de ser julgado pelas críticas: "O nível é 'Tiririca' no geral. Atualmente, os artistas tem outra pretensão, ninguém se manifesta, tem medo de brigar com o grande público, de ser prepotente. Tem que existir diálogo. Já fui criticado e gosto de criticar. Acho que tá ruim e não vou aceitar de braço cruzado".

A preocupação de Samuel Rosa aumenta quando ele analisa a nova geração, quem ele considera que só está preocupada em conquistar o público.

"Existe um ceticismo neles. Como eu vivi e tive modelos de pessoas que fizeram pop rock e que conjugavam o autoral com abrangência popular, tinha outra percepção. Eles são totalmente céticos em falar com o grande público. Hoje se criou as micro celebridades, os caras divulgam o trabalho dele para aquele grupo de pessoas e para por aí. Vivem o complexo da república do anão".

Além da música, Samuel Rosa também se preocupa com o momento do país. Após ter apoiado Lula no primeiro mandato do petista, o cantor diz ter se decepcionado com o mensalão e que decidiu não se manifestar mais sobre política.

Apesar disso, o músico afirmou que é a favor que Dilma Rousseff cumpra o seu mandato até o final: "Se ela sair, ai que vamos virar a república das bananas mesmo. É péssimo para o país a saída dela, tem que ir com ela até o final, até porque nada foi provado até agora. No entanto, realmente a Dilma mostra que não está conseguindo dar conta".

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