segunda-feira, 9 de dezembro de 2019 - 00h00 / Atualizado em segunda-feira, 9 de dezembro de 2019 - 00h35

Zozibini Tunzi é a nova Miss Universo

Representante da África do Sul desbancou outras 89 candidatas à coroa de mulher mais bela

Zozibini Tunzi é a Miss Universo 2019 Foto: Alex Mertz/Miss Universe Organization

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A sul-africana Zozibini Tunzi desbancou outras 89 candidatas e se tornou a Miss Universo 2019. A disputa da 68ª edição, transmitida ao vivo no mundo inteiro, aconteceu na noite deste domingo, 8, em Atlanta, nos Estados Unidos, e contou com apresentação de Steven Harvey. Madison Anderson, de Porto Rico, e Sofía Aragón, do México, ficaram em segundo e terceiro lugar respectivamente.

Zozibini Tunzi chamou atenção do júri, composto apenas por mulheres, em sua última fala. A relações-públicas disse que gostaria de ver a sua beleza inspirando as novas gerações. "Eu cresci em um mundo em que uma mulher com a minha pele, a minha aparência e o meu cabelo não era considerada bonita. Isso acaba hoje. Quero que as crianças enxerguem o reflexo dos seus rostos no meu", disse a representante sul-africana ao público.

A nova Miss Universo também falou sobre a questão ambiental, na fase de perguntas e respostas. "Acho que os líderes do futuro podem fazer mais, mas acho que nós como indivíduos também podemos fazer mais. Desde a sexta série eu aprendo que o nosso planeta está morrendo. Depende de nós mantermos a nossa segurança. Vemos crianças protestando e nós, adultos, podemos cooperar", afirmou.

Para conquistar a coroa, Zozibini Tunzi passou por uma seleção prelimiar onde desfilou de biquíni, traje típico, traje de gala e traje fashion. No concurso desta noite, ela desfilou novamente de roupa de banho, de roupa de noite e apostou em um vestido de gala totalmente diferente – surpreendendo os jurados. A representante sul-africana tem 26 anos, é ativista, e relações públicas. Ela é a primeira negra a ser eleita Miss Universo desde a vitória de Leila Lopes, de Angola, em 2011.

Miss Brasil fica entre as 20 melhores

Júlia Horta, representante brasileira, passou a seleção preliminar que selecionou as 20 melhores candidatas da noite, mas acabou sendo eliminada no corte para o top 10. Ela apostou um traje típico que homenageou o futebol feminino, em especial a jogadora Marta Silva, e aproveitou o desfile para protestar contra a violência de gênero.

Em seu discurso deste domingo, 8, a jornalista também falou sobre feminismo. "Como Miss Brasil e mulher, eu tenho obrigação de lutar pelos direitos humanos e contra o abuso e a violência contra a mulher. Graças às feministas do passado, hoje eu tenho muitos direitos e eu prometo lutar pelas próximas gerações", disse.