sexta-feira, 22 de novembro de 2019 - 08h40 / Atualizado em sexta-feira, 22 de novembro de 2019 - 13h40

“Não acredito que todos os padrões foram quebrados, mas evoluímos muito”, diz Júlia Horta

Mineira de Juiz de Fora irá representar o Brasil no Miss Universo 2019 em dezembro

Júlia Horta é a representante do Brasil no Miss Universo 2019 Foto: A Fulô

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Faltando menos de uma semana para o embarque para Atlanta, nos Estados Unidos, Júlia Horta, 25 anos, conversou com a reportagem do Portal da Band sobre preparativos finais para a disputa da coroa mundial. A ansiedade, é claro, está a mil por hora, mas tem sido bem controlada com a ajuda da meditação e dos treinos de corrida, prática que ela aderiu desde que conquistou o título de mulher mais bela do país, em março deste ano.

São pelo menos 10 km em dias alternados. Quando não consegue ir para a academia, por conta dos vários compromissos agendados, ela se reinventa: faz exercícios em casa, nos parques de São Paulo ou malha no prédio onde mora, na região dos Jardins. A ideia é se mexer e não perder o foco. "No meu caso, a corrida é um treino muito mais mental do que físico. É um momento que estou comigo mesma, 1 hora cronometrada do meu dia que consigo parar para meditar, prestar atenção nos meus pensamentos, me concentrar no movimento do meu corpo. Acho que é mais do que isso: é uma atividade de superação para mim. A corrida me deu uma motivação a mais e uma sensação de que eu posso fazer tudo aquilo que eu me proponho a fazer", explicou.

O resultado é visível a olho nu. São 57 kg muito bem distribuídos em 1,72 m. Para arrematar, a cinturinha de pilão de 64 cm e o quadril de 96 cm harmonizam perfeitamente com o conjunto da obra. Júlia se diz satisfeita com o que vê no espelho. As únicas intervenções que já fez até hoje foram próteses nos seios e lentes de contato nos dentes. "Coloquei silicone porque era algo que me incomodava muito. Tinha a autoestima baixa por causa disso. E quando eu era pequena, fiz aquela cirurgia para retirar o freio labial. Meus dentes da frente eram separados, e meu lábio escondia meu sorriso. Isso me incomodava também. Foram essas as duas mudanças estéticas da minha vida. Atualmente, não faria mais nada", garantiu.

Apesar de enxergar uma grande evolução no mundo da beleza, Júlia quer mais. "Sendo bem sincera, não acredito que todos os padrões foram quebrados. Ainda espero a cada ano ver um concurso mais diversificado em todos os sentidos, mas já evoluímos muito e fico feliz por isso".

Na reta final, a mineira acredita que não falta mais nada para atingir seus objetivos. "A minha preparação para o Miss Universo tem sido incrível. Eu brinco que comecei a me preparar há cinco anos, quando participei do meu primeiro concurso de beleza. Desde então eu só aprendi, principalmente com os erros, mas especificamente esse ano, depois do Miss Brasil, tem um time muito forte de especialistas em cada área me apoiando para que eu chegue na minha melhor versão, então estou me sentindo muito forte, muito feliz, realizada, e tenho certeza que vou conseguir representar nosso país da melhor maneira possível".

Júlia disputará a coroa com pelo menos outras 90 candidatas (o número exato de concorrentes deve ser divulgado durante o confinamento, que começa a partir de 28 de novembro). No dia 8 de dezembro, ela tentará quebrar um jejum de 51 anos sem trazer a coroa mundial para o país - a última a conquistar o título foi a baiana Martha Vasconcellos, em 1968. Antes disso, em 1963, Iêda Maria Vargas, do Rio Grande do Sul, garantiu a primeira vitória do Brasil na disputa mundial. A atual detentora do título é a filipina Catriona Gray.

O concurso terá transmissão da Band e do Portal da emissora com imagens direto de Atlanta, nos Estados Unidos.