segunda-feira, 8 de outubro de 2018 - 09h00 / Atualizado em segunda-feira, 8 de outubro de 2018 - 15h42

Hoje em dia ser miss é ser influenciadora, diz representante de Jaú

Bianca Lopes revelou como a faculdade de Direito, o teatro e o vôlei ajudam na sua carreira como miss

Bianca Lopes representa a cidade de Jaú no concurso Foto: Divulgação/Instagram

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Representando a cidade de Jaú, Bianca Lopes é uma das seis finalistas do Miss São Paulo BE Emotion 2019 – cinco candidatas já foram reveladas e a sexta será conhecida nesta semana, após votação popular no site oficial.

Estudante de direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, formada em teatro pela Escola de Atores Wolf Maya e jogadora de vôlei nas horas vagas, a Miss Jaú falou ao Portal da Band como faz para conciliar suas atividades no dia a dia com a carreira de miss.

"Eu faço muita coisa, mas tudo que eu faço, eu gosto muito. Então, às vezes eu fico um pouquinho sem dormir quando eu estou em semanas de provas, mas vou levando em paralelo. Não faço nada que eu seja obrigada. Por isso consigo levar o mundo de miss junto", afirmou a beldade de 1,70m e 55 kg.

"Desde novinha eu sempre fui encantada por esse mundo. Adorava assistir [aos concursos] desde a época da Natália Guimarães. Todo ano era uma tradição na minha família. E quando eu tinha 17 anos, eu recebi o convite para participar de um concurso de miss", contou Bianca.

Segundo a representante de Jaú, suas formações em outras áreas a ajudam se destacar entre as candidatas ao título estadual de Miss São Paulo. "Tudo que eu escolhi fazer na minha vida tem uma ligação. Eu escolhi fazer o Direito para poder me capacitar e poder defender as pessoas. Para levar a Justiça até as pessoas que não tem acesso", explicou.

"Com o teatro – não só o teatro, mas todos os meios de comunicação – tem como objetivo passar uma mensagem. Então, você consegue contar para as pessoas os problemas do cotidiano, seja de uma forma triste ou de uma forma alegre. Já o vôlei, para mim, sempre foi uma paixão e acho que ajuda na coletividade e na competitividade. Você aprende a ter uma competição mais saudável", continuou a representante de Jaú.

"Eu acho que o miss é a junção de tudo isso. O concurso de miss é uma oportunidade que você tem, pelo título, de ter uma visibilidade. E com essa visibilidade você pode ajudar pessoas, pode incentivar pessoas. Hoje em dia ser miss é ser influenciadora. A gente usa o concurso como uma plataforma e você, além de tudo, consegue representar diversas pessoas", completou.

Bastante engajada, Bianca revelou que duas de suas inspirações na vida são Gandhi e Emma Watson. "Gandhi conseguiu, de uma forma pacificadora, fazer um movimento muito grande. Hoje em dia a gente vive muita desavença. Estamos passando por toda essa conturbação política. Cada um pensa de um jeito e temos que respeitar, independentemente do que aconteça. Acho que Gandhi pregou muito isso, que foi lutar por seus direitos sem recorrer à violência", explicou.

"Já a Emma Watson é uma mulher e atriz maravilhosa. Ela conseguiu usar toda essa visibilidade para trazer uma parte feminista muito forte. Ela defende muito o direito das mulheres e consegue trazer assuntos importantes, sabendo que muita gente escuta o que ela fala. Hoje em dia, a gente tem o nosso espaço como mulher e batalhamos cada dia mais – ela como atriz e a gente como miss – que somos mais que um rostinho e um corpo bonito", concluiu.

Ansiosa para o confinamento, a representante de Jaú disse estar preparada para os desafios que virão, principalmente o de maquiagem. "Eu sou aquela pessoa que, quando saio de casa, tenho que passar uma base, um blush e um gloss pelo menos. Eu gosto de me sentir bonita. Na vida, a gente aprende a se maquiar para poder se valorizar. Mas acho que o principal no confinamento é ter tranquilidade, porque a gente fica nervosa que tudo pode dar errado", finalizou.