Paola Carosella: Nosso papel não é avaliar beleza, fofura, humildade ou simpatia

Jurada do MasterChef Profissionais defendeu a escolha dos últimos vencedores do talent show

Nem sempre os participantes mais queridos do público do MasterChef Profissionais são consagrados vencedores e, muitas vezes, os jurados acaba virando alvo dos telespectadores nas redes sociais. Pensando nisso, Paola Carosella afirmou durante um bate-papo franco com o Portal da Band que a escolha do campeão é sempre por critérios muito técnicos.

"A gente grava a final e escolhe o ganhador por uma votação individual. O [Henrique] Fogaça vota em um envelope e entrega para o diretor. Eu voto e entrego para o diretor. E o [Erick] Jacquin, a mesma coisa. E nós não conversamos, porque a gente acredita que essa é a melhor forma e a forma mais ética de fazer", disse a jurada argentina.

"A gente recebe muitas críticas de que é marmelada, que a gente escolheu aquele que o público gostava, ou que o público detestava, ou o que era o mais adorado, ou o mais incômodo... E a realidade gente, de verdade, do meu coração [é que] o dia que o Jacquin, o Fogaça, e eu formos escolher pessoas pela fofura, pelo quanto o público adora, ou por quanto Ibope eles dão, o programa acabou", continuou.

"O que sustenta a credibilidade do programa e faz com que cozinheiros tão importantes – como todos que recebemos nessa terceira temporada do MasterChef Profissionais – venham e exponham as suas vidas, as suas carreiras na frente do Brasil inteiro, é porque nós avaliamos a gastronomia. O nosso papel não é avaliar beleza, fofura, humildade ou simpatia. Óbvio, são coisas lindíssimas de se ter, mas a gente avalia gastronomia", completou.

Para a Paola Carosella, um participante parecer arrogante na televisão não significa necessariamente que ele é um cozinheiro ruim. "Arrogância não quer dizer que ele não cozinha muito bem. Humildade, fofo, simpático, lindo e maravilhoso não quer dizer que cozinha muito bem. Se o MasterChef deixar de ser uma competição avaliada por jurados que avaliam a gastronomia pura, ele para de ser verdade", afirmou.

"Isso é o que ainda faz com que o nosso trabalho seja não somente excitante, mas verdadeiro, válido, legal e que dá orgulho para nós três de virmos trabalhar todo dia. Somos três cozinheiros consagrados e já demos muito certo na vida sem a necessidade do MasterChef. Para que iríamos expor os nossos nomes para falar uma mentira? É óbvio que o que estamos falando é o que estamos sentindo", explicou.

"Amamos todos os participantes do MasterChef. Criamos laços muito fortes com todos eles, gostamos deles, viramos família por três meses, mas escolhemos os pratos, escolhemos a execução de gastronomia. Escolhemos aquele que realmente consiga colocar no prato tudo que ele quer falar para nós. Se está no prato, ganha. É isso", finalizou.

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