Cartada de Rafael foi o pato: Se ficasse ruim, o troféu era do Will

Campeão do MasterChef Profissionais diz que foi gostoso ganhar de Willian, mas garantiu que, se pudesse, dividiria a conquista com ele

Vencedor da terceira temporada do MasterChef Profissionais, Rafael Gomes não imaginou que sairia como campeão da final do programa quando assistiu as provas e apresentações dos pratos para os jurados Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin. “Não achei que eu fosse ganhar; o que o Willian [Peters] fez foi muito diferente, ele é um cara maluco, o que ele faz é muito bom”, disse Rafael, logo após a vitória, ao Portal da Band.

“Eu fiquei com medo, mas ao mesmo tempo eu estava confiante. Eu sei do trabalho que fiz, eu provei tudo, dei o meu melhor, dei o meu sangue nessa prova e não tive receio de arriscar. Ou ia dar muito certo ou muito errado, não tinha meio termo, então eu não podia falhar.”

Para Rafael, essa edição do MasterChef Profissionais teve dois campeões. “Se eu pudesse cortar esse troféu pela metade, eu dividiria esse prêmio com o Willian, porque ele é sensacional”, acrescentou Rafael, confessando ainda que ficou curioso em experimentar o menu ‘alucinante’ do adversário.

O chef lembrou ainda que, quando entrou no programa, sua meta era estar no top 4. “Quando cheguei lá, eu queria mais. Aí o Willian ficou provocando”, riu. “Então eu disse, se você quer [ganhar], então você me tira”. Rafael confessou que foi “gostoso” vencer de Willian, mas isso foi o que menos importou. “Eu aprecio muito o trabalho dele, a criatividade e coragem que ele teve nessa final.”

Prato mais arriscado

Rafael Gomes preparou um menu batizado como Sem Fronteiras, mostrando a influência das gastronomias do mundo inteiro em sua cozinha. De entrada, ele preparou para os chefs um fricassé de cogumelos com ovo poché, trufa e creme de grana padano e um carpaccio de vieira com rabanete melancia e creme de caviar.

Os pratos principais foram uma lasanha aberta de cavaquinha com abobrinha e emulsão de tucupi e um pato laqueado com mel com molho de cenoura e cevadinha; para finalizar, tangerina e espuma de mel de cacau com bolo de castanha do Pará e mousseline de açafrão, além de um cremoso de chocolate branco com sorbet de maracujá.

Ao Portal da Band, o chef contou que o pato foi sua cartada da sorte. “Eu joguei um pouco mais com os clássicos, porque considero que há muito valor nisso, mas eu arrisquei muito com o pato. Todo mundo falou que eu era maluco e, realmente, se o pato não ficasse bom, eu ia perder a prova e entregar o troféu para o Will”, afirmou.

Planos futuros

O chef de cozinha ganhou o cobiçado troféu do MasterChef Profissionais, além de R$ 200 mil com o apoio da Caixa. A Tramontina também vai equipar a cozinha do vencedor com uma cuba completa, coifa, cooktop, fornos, panelas de aço inox, 1 kit chef de facas, além de eletroportáteis Tramontina By Breville. O campeão ainda leva para casa o prêmio de R$ 1 mil em compras por mês durante um ano no cartão Carrefour e R$ 6 mil acumulados durante o programa.

Rafael adiantou que, com esse dinheiro, vai produzir alimentos orgânicos. “Comprei uma pequena terra em Itaipava, onde o solo é perfeito e o clima é muito bom, e começar a produzir para restaurantes.”

Dono de um restaurante na França, o chef também pensa em abrir um estabelecimento no Brasil. “Tenho vontade de ter meu próprio restaurante aqui também”, revelou Rafael, adiantando que escolheria São Paulo para sediar o empreendimento. “Fiquei um tempo em São Paulo gravando o MasterChef e adorei as pessoas daqui, que são muito abertas para experimentar e comer coisas novas.”

O campeão só precisa definir o menu. “Ainda não sei qual tipo de gastronomia seria; eu não sou 100% francês, brasileiro, americano ou uruguaio. Não é porque morei nesses lugares que minha gastronomia será essa; para mim, a comida é muito mais sobre a montagem do prato, a temperatura, as texturas e as cores”, definiu.  

Relembre a trajetória de Rafael Gomes no programa:

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