Foi a experiência mais extraordinária que eu vivi, diz Jorge

Professor de crossfit revela que sofreu com distância da família e não tem torcida na final

Jorge Goston foi o último representante dos Guerreiros a morrer na praia. O professor de crossfit acabou perdendo a disputa no circuito aquático para Marcel Stürmer e Pedro Scooby dando adeus ao sonho de conquistar o prêmio do reality show mais difícil da televisão.

Após a eliminação, o esportista de 42 anos fez um balanço da sua participação e aproveitou para mandar um recado para todos aqueles que torceram por ele.

“O Exathlon foi uma experiência totalmente diferente na minha vida e, sem dúvida nenhuma, a experiência mais extraordinária que eu vivi na minha vida. Saio daqui uma pessoa com muita bagagem em relação a essa natureza, em relação à convivência com as pessoas, em relação à competição em si. E acredito muito que isso vai poder me ajudar muito lá fora e eu tenho certeza que eu também inspirei muitas pessoas lá fora. Agradeço demais todos que me ajudaram nessa caminhada, minha família, todo mundo. Obrigado à galera da internet”, analisou em entrevista ao Portal da Band.

“Essa competição, eu gosto de falar que foi um roteiro perfeito. Os Guerreiros, todos foram liderados por mim, e todos tiveram seu mérito demais também. Na primeira metade do programa a gente dominou. Na outra metade, os Heróis dominaram. Então, acho que foi bem equilibrado. Na grande final, só sobrou eu entre os quatro finalistas, eu acho que foi bem o resultado e a consequência do trabalho como um todo”, completou.

O capitão garante que não faria nada diferente. “Não me arrependo nada do que fiz, como líder, como atleta dos Guerreiros. Acreditei muito na equipe, mas chegou um momento que os Heróis amadureceram demais. E como tinham muitos talentos ali que afloraram durante a competição, foi difícil reverter. No entanto, a prova de que os Guerreiros foram bem, é que tinha um Guerreiro na final. Então, nosso lema desde o início que era mesmo quando formos um, ainda seremos dez, aconteceu na final. Acho que foi coroado por isso o trabalho de todos os Guerreiros e agradeço demais a companhia de todos durante essa caminhada”, argumentou.

Após alguns resultados na disputa contra os Heróis, Jorge voltou a ter bom aproveitamento quando as disputas passaram a ser individuais: “Subi, depois eu desci, acho que eu tive uma caída de desempenho depois do meio do programa para o final, eu acho que teve um pouco a ver com a configuração dos Guerreiros, que foi mudando muito. E depois eu recuperei essa autoestima, na fase mais importante, na fase mata-mata. Eu me orgulho muito de ter recuperado isso e ter chegado à final com o nível de motivação e de superação no talo. Então, acho que foi perfeito o roteiro por causa disso. E eu consegui dar o meu máximo até hoje”.

O campeão brasileiro de crossfit acredita que a presença de Marcel e Scooby na final é merecida. “Eles realmente são os mais rápidos, os mais fortes. Não foi porque eu deixei de dar o máximo. Foi mérito deles. Nem eu nem a Maurren demos mole, nem um pouquinho, em relação à competição com os dois”, declarou.

No entanto, ele garante não ter torcida na decisão. “Tive pouco contato durante todo o programa com os Heróis e no final muito contato. E realmente eu não tenho uma torcida, não tem como. Tem horas que eu torço para o Scooby, tem horas que eu torço para o Marcel, torci muito para a Maurren estar para final, torci declaradamente para ela estar na final porque eu achava que ela merecia estar na final. Então, eu acho que qualquer um dos dois merece muito ganhar esse prêmio. Talvez o Scooby mereça um pouco mais devido ao desempenho dele competição, eu acho que ele é um pouco mais completo que o Marcel. Em relação a físico e cabeça, mas o Marcel ao mesmo tempo foi o cara mais linear, o gráfico dele na competição foi assim. Então, que vença o melhor, eu torço para os dois. E ao mesmo tempo adquiri um carinho muito grande. Vou levar a amizade dos dois para o resto da vida”, comentou.

Para Jorge, estar longe da família e das suas coisas foram os grandes desafios durante os três meses que permaneceu no programa. “O pior do Exathlon Brasil é saudade da minha família. Saudade das pessoas lá de fora, saudade dos meus alunos, da minha equipe de competição. Saudade das minhas empresas de crossfit, saudade da minha família, dos meus amigos, do dia a dia, do Brasil. Acho que isso é o que pesa mais. Fome a gente supera, o físico a gente recupera, a competição em si eu amo fazer, então eu ficaria mais dez meses aqui sem problema nenhum. Eu amo a competição. E eu acho que realmente a falta lá de fora, do papai, da mamãe, das filhas, da mulher, dos irmãos, dos cunhados, enfim, essa falta toda que é o mais importante que a gente tem na vida”, afirmou.

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