A gente pensa muito diferente, diz Ana de Scooby

Apresentadora saiu chateada com atitude do surfista na Arena Exathlon, mas ainda o considera irmão

Ana Tapajós foi a primeira integrante do time dos Heróis a deixar o Exathlon Brasil, o reality show mais difícil da televisão, após a união com o time dos Guerreiros nesta reta final. A apresentadora disputou a preferência do público contra a jogadora de futebol Alline Calandrini e a campeã olímpica Maurren Maggi nesta segunda-feira, dia 11.

"Quero agradecer a todo mundo que votou em mim, que se identificou comigo ou com meu jeito de alguma forma. Eu estou muito feliz. Essa experiência foi maravilhosa e uma das mais incríveis que eu já vivi. Eu me conectei com a minha essência, à natureza. Eu me redescobri e consegui colocar em prática muitas coisas que eu estava aprendendo", disse Ana em entrevista ao Portal da Band.

"Todas as vezes que eu errei, eu errei tentando acertar. Perdoei e fui perdoada. Chorei, vivi, fui com toda a garra, com toda a força em todas as batalhas. Estou muito grata e está tudo certo. As coisas acontecem da forma que têm de acontecer. Estou ansiosa para voltar ao mundo, voltar à realidade e voltar para minha família", completou.

Após sofrer um estresse pós-traumático, a apresentadora redescobriu no Exathlon Brasil uma paixão nova pela vida. "Eu percebi uma mudança dentro de mim. Eu já tinha vivido muita coisa, já tinha viajado o mundo, mas eu estava meio apática. Eu não estava mais amando a minha vida como eu sempre amei, como as pessoas normais amam. Vim para cá pela oportunidade de viver uma experiência e ganhar um grande prêmio, mas se tornou algo muito maior que isso", explicou.

"Aqui eu pude reacender a paixão pela vida. Voltei a ter sede de viver e voltei a amar minha rotina. Aos poucos, eu fui aprendendo a valorizar. Fez parte de um processo para mim que foi muito incrível, maravilhoso. Valorizei muito a minha família, valorizei muito o meu dia a dia, a minha privacidade, a minha liberdade. As coisas míninas e os mínimos detalhes. Não me arrependo de nada e acho que tudo foi como deveria ser. Sou muito grata as pessoas que conheci, as amizades que criei e os momentos que eu vivi", disse ainda.

Questionada se havia saído chateada com Pedro Scooby, seu melhor amigo no reality show, após ter brigado com ele no circuito cinza e na Arena Exathlon, Ana disse que sim. "A gente sempre brincava que a nossa amizade era um milagre porque a gente pensa muito diferente, mas a gente se adora. Eu sou muito grata a todos os momentos que a gente viveu juntos e, justamente, a nossa briga foi por uma decepção que eu tive com ele. Eu achava que o Scooby seria mais amigo do que ele foi, mas era uma besteira, um estresse de prova. E aí, no final, ele nem veio se despedir de mim. Eu fiquei chateada, mas ele é assim", contou.

"Se ele quiser vir conversar comigo, eu vou conversar. Acho que não precisava tanto, ele poderia ter vindo se despedir de mim como todo mundo. Estaria tudo certo. Mas é isso, é o Scooby. Ele é sempre o dono da razão. Eu o amo do mesmo jeito. A gente mora perto no Rio e a gente vai ser amigo, com certeza. Nossa amizade transcedeu para irmandande e aí, quando vira irmão, ferrou. É um caso de amor e ódio, que briga por tudo", explicou.

"Eu não tenho mágoa dele, mas fiquei chateada. Fiquei decepcionada porque eu queria que ele tivesse sido imparcial e ele torceu para outra pessoa, não para mim. Somos amigos há 'mó tempão', fizemos tudo juntos, passamos por todos os perrengues juntos e chega outra pessoa, um Guerreiro, e ele ajuda um Guerreiro e não me ajuda? Não era para ter sido tão sério, mas no final ele não veio nem se despedir de mim. Acredito que, pelo que eu conheço dele, que ele vai sentir isso e, quando ele sair, a gente conversa", completou.

"Continuo torcendo por ele e torço para a Alline [Calandrini]. Eu espero que uma mulher vença porque é muito difícil uma mulher vencer um programa desse de resistência. As provas sempre foram mais fáceis para os homens, por mais que neutralize ali no final. Acredito que se uma mulher vencer vai ser incrível. A Maurren [Maggi] e a Alline são duas mulheres que são muito boas e eu tenho certeza de que elas podem representar. Imagina? O primeiro Exathlon Brasil sendo vencido por uma mulher?", questionou.

Para Ana, descobrir que na final ela dependeria apenas do próprio mérito, ajudou ela e a outros participantes a focarem mais no jogo. "No meu caso, eu falei: 'Ana, se concentra. Só depende de você'. Porque eu sabia que eu ia muito desconcentrada para as provas. Tanto que, quando eu me concentrei, eu venci a Maurren, a Alline. Coisas que eu achava que era impossível. Venci elas e fui invicta. Mas não deu outra. Na hora da votação do público, eu saí. Eu acreditava que eu não teria tantos votos porque a Maurren é campeã olímpica, o Giba era super conhecido, o Scooby é super conhecido. Todos eles têm uma trajetória", disse.

"Acredito que isso deu força não só para as mulheres, mas também para os Guerreiros. Não depender do público na final acendeu uma chama no Jorge [Goston], principalmente. Ele viu que ele quer muito e que ele pode. Porque, se dependesse apenas do público, naturalmente os Heróis teriam mais vantagens por serem mais conhecidos. No quesito mulher, acho que é um meio terno. Ela vai ser um pouco mais devagar que o homem, mas ela poderia ser amada e idolatrada pelo público. Acho que as meninas estão bem e elas são bem realistas. Elas sabem que é difícil uma mulher vencer, que os homens têm grandes chances, mas elas têm total condição. Torço muito por elas", afirmou.

Segundo a apresentadora, nesta reta final, o mais díficil é manter a cabeça no lugar. "Foi o momento mais tranquilo no sentido da fome, porque a gente já se acostumou bastante. Nosso estômago diminuiu. A fome foi contornada e o pior momento foi no início. Dormir pouco também, no final, não conta tanto. O que mais faz diferença é o controle da mente. É conseugir se controlar para não ficar pensando somente lá fora ou só no jogo. É conseguir esperar um dia de cada vez e se concentrar na prova", disse.

"O maior desafio eu acho que é um pouco disso, conseguir não surtar ali. Porque são as mesmas pessoas, nos três meses, conversando sobre os mesmos assuntos, as mesmas histórias e fazendo as mesmas coisas. Então, se você não estiver bem você surta. E quando você não aguenta mais, rola um desânimo e você não vai bem jogo. Acho que o grande desafio é o controle da mente", garantiu.

Ao final da entrevista, Ana Tapajós revelou seu grande desejo após o confinamento de 83 dias. "A coisa que eu mais quero nesse momento é comer chocolate. Já pensei em mousse de chocolate, em sorvete, em chocolate ao leite. Chocolate de todos os tipos. Mas também quero falar muito com a minha família, quero ver a interação com o público, ver o que o pessoal comenta, se eu virei meme, se eu tenho 'haters', Quero muito viver a minha vida. A saudade do Brasil é muito grande, assim como a vontade de comer o que eu quiser, dormir e acordar a hora que eu quiser... E ter privacidade, poder domir pelada. Enfim, coisas que a gente não pensa [quando tem], mas que, quando a gente deixa de ter, ganham muita importância", finalizou.

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