Indefinição do Carnaval preocupa profissionais do setor

Longe de ser apenas folia para muita gente, a indústria do Carnaval emprega milhares de pessoas. São costureiros, serralheiros e artesãos, entre outros profissionais, que ganham a vida trabalhando o ano todo nas escolas de samba.

Em conjunto com o Bora São Paulo, da Band, a Rádio Bandeirantes visitou barracões na cidade de São Paulo. A preocupação com a indefinição sobre as datas dos desfiles foi retratada na reportagem de Bruna Barboza. Assista a seguir:

Quando se fala em escolas de samba, o primeiro som que vem à cabeça é a batucada da bateria durante os desfiles. Mas, para chegar nesse momento, o trabalho começa um ano antes e o barulho que se faz nos barracões é bem diferente.

Robson Galúcio constrói carros alegóricos há 11 anos. Ele tentou o auxílio emergencial de R$ 600, mas não conseguiu. "Para muita gente, Carnaval é festa. Para mim, é o jeito de colocar comida na minha casa", conta.

O serralheiro trabalha na Mancha Verde. A escola optou por seguir o calendário de programação, mesmo com a incerteza de quando acontecerá o Carnaval em 2021. Por isso, as portas estão abertas e os funcionários cumprem os protocolos de segurança em todos os setores.

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"A nossa produção basicamente vai se compor dentro de uma normalidade, como se estivéssemos preparando o Carnaval para fevereiro. O importante hoje é a saúde, mas também manter os funcionários da melhor forma para que tenham verba para manter suas famílias e viver", explicou Jorge Freitas, carnavalesco da escola.

"Hoje, o Carnaval para mim é como se fosse uma empresa CLT, como qualquer outra. A gente trabalha durante um ano, criando, para colocar isso na Avenida. Hoje, o Carnaval é a minha vida, faz parte de mim, é o meu sustento, é tudo. Sem o Carnaval, eu não sobrevivo", disse Carlos Westerley, gerente de ateliê da Mancha.

Enquanto isso, em outra escola tradicional de São Paulo, a situação é bem diferente. Desde o começo da pandemia, a opção da Império de Casa Verde foi parar todos os trabalhos. No auge do Carnaval, eram cerca de 150 pessoas empregadas. Hoje, são menos de 10.

E num momento tão difícil para todos, quem depende da festa para sobreviver sofre com a incerteza. "Todas as fantasias, desde o adereço até a roupa. Tá difícil, muito difícil. Mas é uma fonte de renda. Se parar, já era", lamentou a costureira Edinalva Maria.

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