Dó Maior trabalhou em hostel para pagar estadia

Músicos chegaram a São Paulo sem passagem de volta

Integrantes do Dó Maior, Caio César, de 18 anos, José Fernandes, de 20, e Gabriel Alves, de 19 anos, não mediram esforços para participar do X Factor Brasil.

Os músicos, moradores de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, se inscreveram no programa sem sequer saberem se conseguiriam chegar a São Paulo. “Estar aqui demandou uma dificuldade enorme, principalmente financeira. Uma das passagens só conseguimos no dia de vir para a primeira audição, e isso depois de fazermos um pede-pede na cidade. Em alguns lugares a gente até cantava para convencer as pessoas”, lembram.

Após passarem da primeira etapa, eles se viram diante de novo obstáculo: onde se hospedar para aguardar a fase do teatro? “Não dava para voltar para casa. Com o pouco dinheiro que ainda tínhamos pagamos as primeiras diárias em um hostel e depois pedimos ajuda lá mesmo. Nos oferecemos até para fazer shows de graça, limpar banheiro, lavar louça, varrer os quartos, tudo. O único jeito foi colocar a mão na massa para honrar a dívida”.

Sem dinheiro para frequentar restaurantes, os amigos também tiveram de aprender a cozinhar e enfrentaram juntos os perrengues da cidade grande. “A gente nunca tinha vindo para São Paulo. Comíamos macarrão todo dia, porque era a única coisa que dava para comprar”, contam com bom humor.

O trio decidiu se juntar depois de uma brincadeira. Apaixonados por música, os jovens costumavam se apresentar no coral da igreja e nada além disso. “Estávamos voltando de uma viagem, há cerca de dois anos, e começamos a cantar para descontrair até que veio a ideia de levar isso a sério. Somos um grupo vocal. Às vezes cantamos acompanhados de instrumentos e às vezes não”, explicam.

Durante a audição, os participantes interpretaram a música Imbalança, de Luiz Gonzaga, e fizeram Rick Bonadio, Alinne Rosa e Paulo Miklos aplaudi-los de pé. Até então, eles nunca tinham soltado a voz para mais do que 100 espectadores. “Ficamos deslumbrados de ver aquelas mil pessoas nos aplaudindo e demorou para cair a ficha. Valeu a pena todo o nosso esforço”, comemoram.

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