Dupla da Paulista fatura até R$ 700 de caixinha

Patrícia Castilho e Juliana Benedict também encaram muitos perrengues na rua

Com três sins, a Dupla da Paulista, formada por Patrícia Castilho e Juliana Benedict, passou para a próxima fase do X Factor, mas não ficou satisfeita com a apresentação para os jurados. No sétimo episódio do programa, elas só conseguiram a aprovação do júri depois de soltarem a voz à capela.

A dupla se conheceu aos 7 anos de idade dentro do banheiro de uma igreja e nunca mais se desgrudou. A ideia de tocar na Av. Paulista surgiu em meados de 2014, depois que o namorado de Juliana – que hoje é seu marido – sugeriu que elas se apresentassem nas ruas da Califórnia, nos Estados Unidos, onde ele nasceu. “A Ju me ligou e contou que ele tinha dado a ideia de tocarmos nos Estados Unidos porque lá os artistas de rua são muito valorizados. Ela ficou empolgada e me chamou para fazermos uma experiência no mesmo dia na Paulista, só com voz e violão”, conta Patrícia.

Na época, a jovem havia se formado no curso de maquiadora e Juliana tinha acabado de conseguir aprovação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para ser comissária de bordo. “Aquilo para a gente era só uma brincadeira, porque tínhamos intenção de seguir nossas profissões, mas as pessoas começaram a parar para nos ouvir e fomos ficando animadas”, afirmam.

Público generoso, mas nem sempre...

Nesses dois anos de shows na rua, a dupla chegou a ganhar R$ 700 de caixinha em um único dia. “Esse foi o máximo que arrecadamos em 3 horas de apresentação. Normalmente, a gente tira entre R$ 200 e 400 em dias bons, cantando por 4 horas”, contam. “Quando o tempo não ajuda fica ainda mais difícil de prender a atenção do público. Já teve vezes que fomos tocar e fizemos só o dinheiro da condução e das pilhas para o amplificador, cerca de R$ 35,00”.

Embora algumas pessoas sejam bastante generosas na caixinha, nem tudo são flores. “Às vezes cantamos para muita gente, mas às vezes parece que somos invisíveis. Muitas pessoas passam reto, sem sequer olha na nossa cara ou retribuir um sorriso. É como se não estivéssemos ali. Já nos sentimos humilhadas por isso. Querendo ou não, sofremos preconceito por nos expor na rua”, lamentam. “É preciso ter um psicológico forte senão você não aguenta. Nosso melhor público são os moradores de rua. Eles se divertem de verdade e alguns até que colaboram com caixinha, por incrível que pareça”.

Dupla da PaulistaKelly Fuzaro/X Factor

O nome do grupo surgiu de forma instantânea, com a ideia de que fosse trocado depois, porém isso não aconteceu. “O pessoal começou a se interessar e a perguntar se não tínhamos uma página na internet e foi aí que adotamos Dupla da Paulista, porque se colocássemos Patrícia e Juliana ninguém iria lembrar”, explicam.

Sem disco gravado, as jovens de 25 anos esperam ganhar visibilidade com o X Factor, mas garantem que continuarão fazendo shows na avenida mais movimentada da capital paulista. “Nos apresentamos aos domingos por volta das 15h, mas não são todos os domingos, e na semana também não tem dia certo, mas o horário é sempre por volta das 16h, 17h. Enquanto pudermos vamos estar na Paulista porque foi lá que começamos e não temos vergonha alguma de falar que somos artistas de rua”, finalizam. 

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