Mulher de Jacquin relembra má fase do chef: Ele chorava

O francês acreditava que estava acabado e confessa que tinha vergonha de sair na rua após a falência

Quem o vê dando consultoria gastronômica, falando de seus problemas financeiros e muitas vezes atuando como uma espécie de psicólogo ou até terapeuta de casais no Pesadelo na Cozinha, não imagina que Erick Jacquin, tido como um dos mais renomados chefs franceses em atividade no Brasil, encarou um período de depressão após o fechamento de seu restaurante, La Brasserie (o local encerrou suas atividades em 2013 com dívidas em torno de R$ 1,5 milhão).

“Ele brinca, mas na verdade é uma realidade. Foi uma mudança em nossas vidas, na vida dele. Ele tinha perdido a esperança, não acreditava nele. Dizia: ‘estou acabado, acabou minha vida, não vou conseguir me reerguer, não vou conseguir fazer mais nada’. Ele chorava. A proposta do MasterChef foi como uma luz no fim do túnel, ele renasceu, se tornou outra pessoa. Hoje, você vê o brilho no olhar dele”, relembra Rosangela Menezes Jacquin, mulher do chef, em entrevista ao Portal da Band.

Apesar de nunca ter omitido e atualmente até fazer piada sobre os seus problemas financeiros (que ainda não estão resolvidos) e seu temperamento explosivo, Erick relata seu sofrimento ao ver as portas do local em passava cerca de 14 horas por dia fechado, e garante que muitas pessoas invejavam seu trabalho.

“Foi um período difícil, tinha vergonha de sair de casa, mas não podia parar, tinha que trabalhar. Muita gente achava que o Jacquin estava morto. Fechar foi a tristeza da minha vida. Podem falar o que quiser, menos que não sei cozinhar. Porque não foi por falta de qualidade que fechei, mas sim, por conta de finanças, estava mal equilibrado”, desabafa o chef.

E é justamente por conta de sua história de superação e empatia, que Jacquin tem inspirado os proprietários de restaurantes visitados em seu reality show. Para ele, apenas quem passou por uma experiência como essa é capaz de aconselhar.

“Muitas vezes a pessoa já sabe de suas dificuldades, mas precisa ouvir do outro. Em pouco tempo os donos se abrem, começam a pensar nos problemas. Percebi que quando alguém está em uma fase ruim da vida, ela passa a não ter zelo pelas coisas, talvez tenha vivido isso”, diz Jacquin envolvido com os dilemas dos participantes.

Nova fase

Ainda que a rotina de TV seja exaustiva como a de um restaurante, os novos rumos trouxeram calmaria ao chef. “O Erick [diz com entonação francesa] sempre foi boêmio, sempre gostou da noite, de sair com os amigos para beber, mas atualmente ele está mais tranquilo, tem ficado mais em casa. Está cansado”, conta Rosangela sobre seu “bebê” – o casal costuma se referir um ao outro por este apelido.  

Aos 52 anos, o chef explica que além do trabalho os percalços da vida também alteraram o seu humor. “Antigamente era muito impaciente, agora estou mais paciente. Os problemas e as felicidades mudam as pessoas”.

Pais dos felinos Tompero e Jonny, Rosangela e Jacquin não só pretendem ser pais (o chef tem um filho de 19 anos, fruto de seu primeiro casamento) em breve, como também têm planos de abrir um bistrô.

“A paixão dele é cozinhar. O Erick cozinha em casa, mas são comidas mais simples. A gente gostaria de ter algo pequeno, para ele criar, ter liberdade de poder fechar aos finais de semana”, conta a senhora Jacquin que não esconde o desejo de ser mãe. “Eu já quis muito mais, hoje em dia ele que quer. Quem sabe, seria legal ter uma menina”.  

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