Minha mãe me ensinou a valorizar as pequenas coisas, revela Catia

Apresentadora do Melhor da Tarde relembrou sua infância e contou os ensinamentos que trouxe da sua mãe para seus filhos

Mãe aos 19 anos, Catia Fonseca teve de lidar desde muito cedo com as responsabilidades da maternidade e saber o que estaria disposta a fazer para criar e cuidar de Thiago, e, mais tarde, de Felipe, hoje com 30 e 25 anos, respectivamente. Ter a sabedoria do que é certo ou errado já não é uma tarefa fácil, ainda mais sendo mãe de primeira viagem, mas ela contou com os ensinamentos valiosos de dona Marli.

Dona Marli teve quatro filhos e a apresentadora do Melhor da Tarde é a mais velha da família. Desde sempre, ela observou como a mãe lidava com os obstáculos que uma vida humilde trazia, mas isso nunca desanimou ninguém. "Minha mãe é uma mulher muito forte. Venho de uma família de mulheres fortes, então, a gente pode estar caindo, mas não aceita a queda. Ela sempre foi uma pessoa muito batalhadora e nunca aceitou um não, porque esse 'não' é momentâneo, não é definitivo. Minha mãe cuidou e criou da gente sozinha. Então, nós começamos a ver o quanto que tem de proteção e entendemos quando viramos mãe, porque vamos proteger o nossos filhos do mesmo jeito", disse Catia, abrindo o coração.

"Ela fazia a gente aprender a se valorizar e correr atrás das coisas que desejava. Não só falando, mas com atitudes também. Ela criou a gente fazendo salgadinho, sendo babá etc. Aprendemos a valorizar sempre tudo que chegava, o que íamos conquistando aos poucos, as pequenas coisas. Esse foi o maior ensinamento que ela deu para a gente. Isso e também o pensamento de que devemos fazer para os outros o que gostaríamos que fizessem para a gente. Não só para mim, mas para os meus irmãos também, o que a gente se tornou hoje é justamente graças ao que minha mãe demonstrava e o que fazia nesse sentido. Amor, carinho, claro, isso sempre, mas as pequenas coisas fazem a diferença", ressaltou.

Catia também relembrou os inúmeros exemplos que sua mãe passava para os filhos e como eles influenciaram na criação de seus dois meninos. "Lembranças da minha infância, por exemplo, quando a gente tinha menos dinheiro, quanto mais perrengue, mais legal era. Porque ela usava a criatividade para transformar as coisas. Os lanches que ela fazia com restos da geladeira. Eu lembro dela colocando um caldo de tempero pronto com leite dentro do omelete para render! Eu trago essas coisas para mim e também para os meus filhos, que a gente tem que olhar as coisas de uma forma mais simples. Não focar no que você tem, mas no ser. Dar mais valor a coisas que as pessoas não dão valor, como estar junto, fazer um almoço, que seja um mexidão, mas valorizar esses momentos", afirmou com um sorriso no rosto.

Catia e Dona MarliArquivo Pessoal

"Tinha uma coisa que ela fazia e que eu não tive coragem de repetir. Ela sentava na mesa e falava assim 'O que vocês têm a reclamar de mim?' E isso era horrível, porque a gente acabava com ela. Criança e adolescente não tem preparo para isso. E ela fazia porque achava que o certo era falar sobre os nossos sentimentos. De uma forma ou de outra, isso foi extremamente importante para nós. Não para ela, coitada, imagine! Eram quatro sabatinando de uma vez. Não fiz isso com meus filhos porque pensei: 'O quê? Isso não vai dar certo comigo', mas o ensinamento por trás disso é muito legal. E eu sempre ensinei e incentivei meus filhos a buscar o que é felicidade para eles, assim como ela fez por nós", comentou.

Quando questionada sobre sua relação com Thiago e Felipe, e como foi educar os dois meninos sendo tão jovem, Catia revelou que foi uma mãe durona e rígida demais. Hoje em dia, ela percebeu que poderia ter sido mais tolerante em alguns momentos. "Eu me preocupava demais. Sempre fui uma mãe muito durona. Então, eu comecei a ver que tinha horas que eu precisava ser assim, mas em outras eu poderia ter sido mais flexível. Fui rígida demais. Eu fiz o meu melhor para a época. Se eu tivesse a maturidade que eu tenho hoje teria sido muito melhor, mais fácil. Mas seria o que eu sou hoje? Provavelmente não, e nem eles. Eu errei? Errei, porque fui dura muitas vezes, extremamente intransigente em outras. Eu vi hoje que eram situações de grande bobagem. a gente acaba se cobrando demais", disse.

"Eu era muito presente desde muito pequenos. De sábado e domingo era só com eles. Passeava, brincada, conversava. Era o tempo todo com eles e isso foi muito importante. Íamos pra museus, exposição, liamos bastante porque a gente incentivava e eu vejo que hoje é o que eles gostam. O que eles se tornaram vem dessas pequenas coisas que a gente fazia na minha infância, quando não tínhamos dinheiro. Foi o que eu trouxe para a educação deles. Somos resultados de como fomos criados. Claro que podemos nos modificar, mas é o resultado de todos os estímulos", completou.

Apesar de a maternidade ter seus altos e baixos, não deixa de ser um constante aprendizado, regado a muito amor e dedicação. Para a apresentadora, não há presente maior do que ser mãe. "Não me vejo sem eles. Para mim, foi muito boa toda a experiência. Tem mulher que não quer ter filho e eu acho que precisamos respeitar. É um direito de cada uma. Porém, para mim, a minha vida não teria a menor noção, o menor sentido, se eu não tivesse os meninos", assumiu Catia.

Assista ao Melhor da Tarde! O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 14h às 15h apenas para São Paulo, e das 15h às 16h para todo o Brasil, na tela da Band (com transmissão simultânea no site e no aplicativo da emissora para smartphones).

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