Fazer um baião de dois é desafiador, diz chef

Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, acompanhou a prova no Centro de Tradições Nordestinas

As equipes azul e vermelha tiveram de preparar 300 pratos de baião de dois para os convidados do MasterChef Brasil no Centro de Tradições Nordestinas, em São Paulo. No entanto, se engana quem acha que o prato é um dos mais fáceis de fazer.

"Fazer um baião de dois é desafiador. É um dos maiores desafios que se pode ter. Uma coisa é cozinhar comida húngara ou tailandesa – eles podem não ter referência, mas o público tem pouca referência também", explicou Rodrigo Oliveira do renomado restaurante Mocotó.

"Agora fazer um prato que as pessoas comem todos os dias – e arroz e feijão está em todas as mesas, em todos os lugares – é para deixar todo mundo tenso. O desafio do baião de dois é o desafio do arroz e feijão", completou o chef de cozinha.

Segundo Rodrigo Oliveira, a principal dificuldade das equipes ao prepararem 300 pratos foi o ponto de cozimento. "Temperar não é tão diferente quando você faz uma panelinha ou uma panelona. Agora, acertar o ponto de cada grão de arroz, cada grão de feijão, é uma realidade muito diferente da realidade de casa", afirmou.

Vencedora do desafio, a equipe vermelha foi elogiada principalmente pelo seu maxixe. "Eles prepararam um baião de dois mais soltinho, mais leve e equilibrado. O vinagrete de maxixe estava muito especial. Eles utilizaram com inteligência a carne de sol e o queijo coalho. No conjunto, foi um resultado muito feliz", contou o chef.

Especialista em comida nordestina, Rodrigo Oliveira garantiu que não há uma receita perfeita do baião de dois. "O segredo é carinho, porque não tem receita. Cada contexto, cada momento pode dar origem a um baião diferente. Porém, quando você trata arroz e feijão como iguarias, cozinhando com respeito, dedicando técnicas e atenção, você vai ter algo próximo do perfeito. Perfeito nunca, mas próximo do perfeito é possível", finalizou.

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