Oprah Winfrey é homenageada e pede novo dia para mulheres

A apresentadora se tornou no domingo a primeira mulher negra a ser premiada com um Globo de Ouro especial

Oprah Winfrey se tornou no domingo a primeira mulher negra a ser premiada com um Globo de Ouro especial pelo conjunto de sua obra, e fez um forte discurso em apoio às pessoas que expuseram condutas sexuais irregulares em Hollywood e além.

Atriz, produtora de cinema e TV, e presidente-executiva de seu próprio canal de TV a cabo, o OWN, Oprah, de 63 anos, foi reconhecida como um exemplo para mulheres.

A homenagem aconteceu em um ano em que a premiação, a primeira grande de Hollywood, foi dominada por um escândalo que provocou a queda de dezenas de homens poderosos da indústria, após mulheres quebrarem anos de silêncio. "Por tempo demais, as mulheres não foram ouvidas ou receberam crédito quando ousaram falar a verdade sobre esses homens poderosos, mas o tempo deles acabou", disse.

Oprah, que assim como a maior parte das convidadas do evento usou um vestido preto para mostrar apoio às vítimas de crimes sexuais, foi a primeira mulher negra a receber o prêmio anual Cecil B. De Mille, se juntando a Meryl Streep, Steven Spielberg, Barbra Streisand e Sophia Loren, entre outros.

A apresentadora aproveitou seu discurso para exaltar mulheres que compartilharam suas histórias de assédios ou abusos sexuais, e para declarar que “um novo dia está no horizonte” para meninas e mulheres.

“E quando este novo dia finalmente nascer será por conta de diversas mulheres magníficas, muitas delas neste salão nesta noite, e alguns homens muito fenomenais, lutando duro para garantir que se tornem líderes que nos levem ao momento em que ninguém precise dizer ‘eu também’ novamente”, declarou a estrela, referindo-se ao movimento nas redes sociais de conscientização sobre assédio sexual.

Oprah foi criada na pobreza por uma mãe solteira e apresentou o aclamado programa de auditório The Oprah Winfrey Show por 25 anos, até 2011.

“Eu quero expressar gratidão a todas as mulheres que toleraram anos de abusos e agressões porque, como minha mãe, tinham crianças para alimentar, contas para pagar e sonhos para ir atrás”.

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