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Atualizado em quarta-feira, 15 de março de 2017 - 10h52

Escolas de samba aceleram preparativos para o carnaval

Às vésperas dos desfiles, agremiações fazem da superação sua ferramenta para botar o samba na avenida
No barracão da União da Vila do IAPI, carnavalescos se esforçam para cumprir prazo e deixar tudo pronto para o desfile do dia 25 / João Mattos/Especial No barracão da União da Vila do IAPI, carnavalescos se esforçam para cumprir prazo e deixar tudo pronto para o desfile do dia 25 João Mattos/Especial

De barracão em barracão, a palavra que mais se ouve no Porto Seco, seja em que escola de samba for, é “atípico”. As restrições financeiras impostas pelos cortes da prefeitura para o Carnaval transformaram 2017 em um ano, como dizem, atípico. Mas o que todos comentam, também, é que dessa dificuldade deve sair a força do evento. Quando os carnavalescos e o público estiverem no sambódromo e observarem o desfile ocorrendo, a emoção deverá transbordar.

 

O desfile será a vitória daqueles que amam o Carnaval de verdade. “Agora a gente vai ver quem é que gosta mesmo de Carnaval”, comentou Reynaldo Óliver, carnavalesco do Estado Maior da Restinga. Ele supervisionava ontem os preparos da escola, que estavam atrasados, mas com os últimos esforços deverão ser finalizados no dia 20. Com o tema “Cachaça”, a Tinga investiu em material alternativo, como cana-de-açúcar, com a qual montarão estruturas para representar ocas indígenas.

 

Está claro que será o Carnaval da superação, da raça e da criatividade. “É a hora de mostrar quem tem ideias”, salientou Óliver.

 

Na Império da Zona Norte, os trabalhos deverão ficar prontos no limite do prazo, segundo o presidente da escola, João Carlos Martins, o Gago. Já o carnavalesco da Bambas da Orgia, Silvio de Oliveira, destacou que a escola partiu do zero na construção dos carros, sem utilizar alegorias de anos anteriores. “Foi feito o desfile para o meu enredo”, garantiu.

 

A situação da União da Vila do IAPI é mais folgada. Com quatro carros bem encaminhados, o secretário da executiva da escola, Luis Fernando Lima, entende que, por causa de patrocinadores próprios, foi possível agilizar o trabalho. Assim mesmo, considera que não existe vantagem na hora do desfile. Vai ganhar quem tiver o Carnaval na alma. Por si só, porém, desfilar será um orgulho. “Vai ter aquele sentimento: a minha escola conseguiu”, afirmou Óliver.