Autor de enredo: Beija-Flor foi porta-voz das angústias

Marcelo Misailidis comemorou o fato do desfile ter atingido o coração de tantas pessoas

O enredo “Monstro é aquele que não sabe amar. Os filhos abandonados da pátria que os pariu”, baseado no livro de terror Frankenstein, de autoria de Mary Shelley, que levou a Beija-Flor ao seu 14ª título do Carnaval carioca é obra de Marcelo Misailidis.

Antigo coreógrafo da escola, ele também participou da concepção do desfile da comunidade de Nilópolis neste ano e explicou qual era a mensagem que quis passar com as críticas a problemas sociais como corrupção e desigualdades.

“Foi por uma cidade melhor, para que haja mais segurança, mais controle a qualidade da educação e da saúde. O enfoque é a grande vitória desse processo. Fico feliz por isso. Lamento que o Carnaval às vezes seja uma competição tão dura, mas fico feliz por essa mensagem ter atingido o coração de tantas pessoas”, explicou.

Misailidis ainda aproveitou para comparar a passagem da Beija-Flor pela Avenida em 2018 com o desfile de “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”, de 1989, que é considerado a maior obra do carnavalesco Joãosinho Trinta. Na ocasião, o título ficou com a Imperatriz Leopoldinense com icônico samba-enredo “Liberdade, liberdade, abra as asas sobre nós”.

“Ratos e Urubus já foi a busca de uma comunicação mais direta com o povo. Lamentavelmente naquela ocasião a Beija-Flor ficou em segundo. Agora a Beija-Flor desponta novamente com um enredo que vem falar diretamente das questões sociais. Ser porta voz das angústias do povo e dessa vez houve o reconhecimento na visão artística disso”, analisou.

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