Filho de Anísio defende merchandising nos desfiles

Gabriel David, da Beija-Flor, acredita que a medida ajudaria escolas a não dependerem da verba da Prefeitura

Conselheiro da Beija-Flor, Gabriel David, filho do presidente de honra da escola Anísio, começou a participar mais ativamente da administração da Deusa da Passarela. E o jovem de 20 anos tem pelo menos uma ideia polêmica para melhorar a saúde financeira do Carnaval: exibição de publicidade pelas escolas no desfile - o chamado merchandising, mesmo que implícito.

Atualmente, o uso de marcas na apresentação das agremiações é proibido em regulamento pela Liesa e punido com o desconto de dois pontos.

"Se a gente tivesse uma negociação para ter pelo menos uma marca exposta nos desfiles mudaria totalmente o panorama financeiro do Carnaval", disse Gabriel antes da apresentação da Beija-Flor, na madrugada desta terça.

Para implementar a ideia, seria preciso um acerto com a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão. "Vamos pensar melhor como fazer, mas talvez dentro do enredo, com uma ativação de uma marca no meio do desfile. Fazer algo que seja bom para o público, para a própria TV transmitir e para as escolas também. Unir o útil ao agradável", sugeriu Gabriel, estudante do 5º período de Administração da PUC.

Para o herdeiro de Anísio, a mudança ajudaria a tornar as escolas autossustentáveis, "desde que com um bom plano de gestão". Mas ele não descarta totalmente a verba da Prefeitura, que este ano sofreu corte de 50%, e critica a forma como a redução foi feita pelo prefeito Marcelo Crivella.

"Acho que a Prefeitura não dinheiro para o Carnaval, num longo prazo, pode até ser bacana, mas não da forma como o prefeito fez esse ano. Ele tem que ajudar e preparar as escolas para esse momento. Não é simplesmente tirar e deixar as escolas na mão. E aí quem está perdendo mais é ele. Lógico que as escolas perdem, mas a Prefeitura perde o espetáculo", declarou.

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