Saiba como foi a primeira noite de desfiles do Carnaval do Rio de Janeiro

Sete escolas do Grupo Especial passaram pela Marquês de Sapucaí neste domingo

Protesto, emoção, crítica social, uso de tecnologia e problemas com carro alegórico marcaram o primeiro dia de desfiles na Marques de Sapucaí, que recebeu sete escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Confira os destaques de Império Serrano, São Clemente, Vila Isabel, Paraíso do Tuiuti, Grande Rio, Mangueira e Mocidade Independente de Padre Miguel: 

Império Serrano

De volta ao Grupo Especial, o Império Serrano abriu a noite com um enredo sobre a China. A escola prestou ainda uma homenagem a Arlindo Cruz, internado após um AVC, com integrantes vestindo camisas com o rosto do sambista. Famosos como Lázaro Ramos, Maria Rita e Regina Casé também desfilaram. 

São Clemente 

A São Clemente, segunda agremiação a atravessar a Marquês de Sapucaí, homenageou a Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro. As fantasias e os carros alegóricos foram inspirados em obras de artes renomadas. O desfile lembrou também o Brasil Colônia, época em que a Missão Artística Francesa esteve no país e criou a escola.

Unidos de Vila Isabel

Para falar das grandes invenções da humanidade, a Unidos de Vila Isabel apostou alto na tecnologia. Uma das porta-bandeiras da escola, por exemplo, desfilou com fantasia feita de LED. Já Sabrina Sato, rainha de bateria, brilhou com uma fantasia toda dourada. Presidente de honra da agremiação, o sambista Martinho da Vila surgiu logo no carro abre-alas.

Paraíso do Tuiuti 

Com o desfile mais politizado em muitos anos de Sapucaí, a Paraíso do Tuiuti fez história ao falar da escravidão no Brasil. A comissão de frente emocionou ao mostrar o sofrimento dos escravos. Houve ainda críticas à Reforma Trabalhista, aos manifestantes com a camisa da Seleção Brasileira e panelas e até ao presidente Temer, representado como um vampiro em um dos carros alegóricos.

Acadêmicos da Grande Rio

Com enredo em homenagem a José Abelardo Barbosa, o Chacrinha, a Grande Rio enfrentou problemas com um de seus carros alegóricos, que quebrou e não pode atravessar a Sapucaí. O incidente atrasou o andamento da escola, que pode ter a pontuação prejudicada.

O desfile, porém, marcou a volta de Juliana Paes como rainha de bateria. Como sempre, a agremiação levou muitos famosos, como Gretchen, Rita Cadillac, Wanderléa e Stepan Nercessian, fantasiado de Chacrinha. 

Mangueira

A tradicional Mangueira, penúltima escola a desfilar no Rio, fez de seu enredo uma crítica ao corte de verba da Prefeitura do Rio para o Carnaval e também ao prefeito Marcelo Crivela. A escola exaltou a simplicidade da folia desde sua origem. Um dos carros da escola trouxe a imagem de Crivella como um boneco de Judas e uma faixa em que se lia: "Prefeito, pecado é não brincar o carnaval".

Mocidade Independente de Padre Miguel

Fechando a primeira noite de desfiles no Rio de Janeiro, a Mocidade trouxe para a Marquês de Sapucaí a riqueza cultural da Índia em busca de seu bicampeonato. A comissão de frente era formada por deuses indianos, enquanto alegorias representaram também as semelhanças entre o país asiático e o Brasil.

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